Ah conversando com João que quer ir pra Brasília. Eu também queria. Fiquei tão pouco no governo, nem 2 anos. Achava muito absurdo esse ritmo de 40horas. Mas gostava muito de atuar, de estar realmente mexendo nas engrenagens. Claro que agora eu estou nessa de que meu grande talento é teórico... ao que se soma o lado divulgador querendo fazer animação quadro branco. Que tenho medo me estigmatize, algo que eu deveria parar na verdade. Daí a imaginar ir pra Brasília com Jóhanna (cedida? animada?) e as crianças, viver uns 5 anos lá e meter o pé. Eu sempre gostei dessa ideia de intercâmbio. Ai tá lá o João publicou em 3 revistas A1/A2 internacionais e escreveu uma proposta de subsídio que vai pro Congresso Nacional, assim. E eu fazendo videozinho de youtube, me sinto um estagiário - ok, muito original - mas muito, muito amadorzinho. Em menos de 2 anos de governo eu aprendi de tudo né, orçamento, equipe +-, matriz, bases de dados (ok foi meio isso). Tem aquilo de que sempre posso reinventar minha trajetória e foi bom ter acumulado tantas experiências diferentes pra me dar um ar fresco, pra então eu aderir ao modelo com esse espírito renovado; que ainda dá tempo e posso brilhar mesmo chegando atrasado. E tem aquilo de tentar encontrar um nicho que convirja essas tantas experiências do passado, que eu sinta que é herdeiro do Colaboratório e da Suco, em vez disso ser apenas desvios idiossincráticos.
E pensando também que... eu não quero essa vida workaholic 40hs. A gente não quer só comida; não quero só trabalho; e não acho que a solução para o mundo seja só mais das ideias postas. Cultivo minha excentricidade, fora do centro, dando importância ao olhar limpo que busca novas interpretações.